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Michael Jackson e sua dança patenteada!

13.07.2009 | Rodrigo Zirpoli e Ticiano Gadêlha


Michael Jackson, um dos maiores ícones da música internacional, exímio dançarino, copiado por todos os sucessores do meio artístico, infelizmente se foi. Deixou-nos uma riquíssima história e um grandioso acervo artístico-musical. Sua música e seu estilo estarão marcados em todas as nossas vidas. É o legado de um dos maiores astros da música pop internacional.

Mas Michael Jackson não foi só isso. Ele também foi um inventor! Também protegeu sua invenção. Lembram daquele tão afamado passo de dança em que ele se curvava para frente em um inexplicável grau de inclinação e depois voltava à posição normal?! Isto sempre gerou dúvidas nas pessoas. Como ele fazia aquilo? Pois é. Esse “passo”, originalmente apresentado no clipe de sua música “Smooth Criminal”, foi objeto de uma patente depositada no banco oficial dos Estados Unidos, o USPTO – United States Patent and Trademark Office. Não havia efeito algum causado por computador, nem tampouco qualquer ilusão de ótica, o que existia, na verdade, era um dispositivo oculto que possibilitava o movimento.

A patente, depositada em 29 de junho de 1992 sob o no. 5.255.452, protegia seu grande invento: o sapato! Criado com um reforçado couro ao redor do tornozelo, o calçado tinha a plataforma do calcanhar vazada e presa a uma base em formato V que encaixava exatamente em estacas em formato de pirulito parafusadas e espalhadas pelo palco, criando, assim, uma impressão de que seu centro de gravidade foi alterado, inclinando seu corpo em um ângulo agudo, ou seja, quase 45 graus.

O desenho acima explica melhor. As estacas ficavam escondidas até o momento adequado do show, quando então eram elevadas do chão para que Michael Jackson encaixasse seu sapato e, com o auxílio das tornozeleiras de seus calçados, inclinava seu corpo para frente, apoiando seu peso nos calcanhares, produzindo uma ilusão que aparentava quebrar a lei da gravidade. É por isso que ninguém imaginava como ele se inclinava daquela forma e, mais ainda, conseguia voltar.

A proteção decorrente dessa patente ainda criou para Michael a possibilidade de obter recursos e de realizar negócios, por meio do recebimento de royalties pela utilização daquele calçado. O poder que o Rei do Pop tinha de criar e concretizar negócios é algo que dificilmente será encontrado em outro artista do mundo da música.

Além de todo o acervo artístico de direitos autorais que Michael Jackson nos deixou, como, por exemplo, músicas, clipes e filmes, fica também o caráter claro e evidente de que era um criador, um inventor, que, através de seu trabalho e das coisas que habitualmente gostava de fazer, como a própria dança, criava invenções e, por conseguinte, novas formas de negócio.

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